Gostei de ler

Experimentar coisas novas

experimentar coisas novas
"Se fizer o que sempre fez, vai conseguir o que sempre conseguiu." 

 

Esta é a  frase escrita por Andrew Matthews, numa das páginas do livro intitulado “Siga o seu coração que vendeu mais de 2 milhões de exemplares. No referido livro pode ler-se o trecho que agora cito pela atualidade, a forma leve, clara, curta e bem humorada como aborda a reflexão sobre o “experimentar coisas novas”. Experimentar coisas novas pode ser um desafio para muitos, pois implica a incerteza de ter-se escolhido bem. 

Andrew refere o seguinte:

“Pergunte às pessoas “corajosas” como é que elas encontram a audácia para deixar os empregos, começar negócios, comprar imóveis, mudarem para outro país, fazer qualquer coisa nova e vai descobrir uma abordagem comum.

Elas fazem a seguinte pergunta: “Se acontecesse o pior será que eu conseguia lidar com isso?” Quando a resposta é sim, elas atiram-se de cabeça. É o segredo dos grandes e pequenos riscos…

EXEMPLO: O Ted não tem a certeza se há-se comprar um apartamento. Pergunta: “Qual é a pior coisa que pode acontecer?” 

Resposta: “Posso perder o emprego e ser forçado a vender o apartamento com prejuízo. Posso perder as minhas poupanças e ter de começar tudo outra vez”. Diz para consigo:”Começar de novo seria frustrante, mas eu havia de conseguir.” Compra.

EXEMPLO: O Ian quer convidar a Jane para sair. Pergunta a si mesmo: “Qual é a pior coisa que pode acontecer?”

Resposta: “Ela pode atirar-me a coca-cola dela.” O Ian diz: “Já estou habituado a esse tipo de tratamento! Vou convidá-la!”

EXEMPLO: A Louise quer sair de medicina e estudar arqueologia. Pergunta: Qual a pior coisa que pode acontecer?”

Resposta: O meu pai pode ir aos arames, os meus amigos podem dizer que sou maluca, posso ter de estudar ainda mais.” Diz: “Se acontecer o pior, hei-de sobreviver”.

Resumindo…

Perguntar “Qual é a pior coisa que pode acontecer? não é uma abordagem negativa. É uma forma de medir o seu empenho.
Separe os medos vagos em possibilidades específicas de modo a que correr alguns riscos se torne mais divertido.”

 

Fonte

 Livro “Siga o seu coração”- Andrew Matthews, Ésquilo edições e multimédia, Lda, (2010) – pág. 98

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Estilo de vida

A diversidade e sua tolerância

Diversidade
Christine Ellger http:/www.tuttartpitturasculturapoesiamusica.com;

Todos temos a necessidade de conviver e de nos relacionar com os outros. A diversidade, seja ela relativa ao sexo, identidade de género, orientação sexual, etnia, religião, credo, território de origem, cultura, língua, nacionalidade, naturalidade, ascendência, situação económica, estado de saúde, deficiência, de entre outras, leva-nos a refletir na forma como nos relacionamos com o outro. Pois, a maneira como nos relacionamos com o outro, mostra-nos a forma como lemos o mundo.

Partindo deste princípio, até a nossa identidade religiosa se constrói a partir do conhecimento do outro. Só assim é possível o exercício do amor, da compaixão, da generosidade e da esperança.

Gandi certo dia disse: “As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que interessa usarmos itinerários diferentes, desde que cheguemos ao mesmo objetivo.”

Certamente que a esta questão, Nelson Mandela teria respondido com a sua celebre frase: “Nenhum indivíduo, nenhum conjunto de opiniões, nenhuma doutrina política, nenhuma doutrina religiosa pode reclamar o monopólio da verdade.”

O direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião, vem consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, desde 1948.**  A discriminação, seja ela de que tipo for, tem oposição legal no quadro legislativo português, enquanto Estado de direito, discriminação que segundo Mário Lages***, tem a sua origem no “etnocentrismo resultante do imperfeito conhecimento de outros povos, credos, raças e culturas”.

Pondo em prática o postulado, as nossas convicções, religiosas ou outras, não são as únicas verdadeiras. Mas, se consideramos as nossas convicções, religiosas ou não, mais importantes do que as dos outros, ou se as tivermos como únicas e verdadeiras, estaremos a abrir portas para o conflito e para as tensões. Continue Reading

Estilo de vida

Quem está preparado para lidar com a traição?

traição
Cristina Fornarelli http://www.tuttartpitturasculturapoesiamusica.com

Ninguém está preparado para lidar com a traição. Falar sobre a traição (infidelidade) sugere, normalmente, a ocorrência de uma mentira ou a falta de honestidade. Imagina-se de um lado a pessoa infiel, de outro a pessoa traída, e no meio de ambos o sofrimento, que mais não é do que o efeito da traição sobre o relacionamento, e isto sem falar da causa. Quem está preparado para lidar com esta realidade?

A terapeuta Olga Inês Tessari explica que a traição é mais comum em relacionamentos amorosos – “quando não há amor, há probabilidade de traição”, afirma.

“O amor é bastante exclusivo. Embora isso seja também uma coisa cultural. O homem é fundamentalmente monogâmico. E a mulher mais que o homem. Há um problema que também tenho estudado, a relação tem de ser criativa. Se vão sempre jantar ao mesmo restaurante, se vão sempre ao cinema, com os mesmos amigos, a relação torna-se monótona, chata. Tem de haver inovação, temos necessidade de coisas novas. A monotonia mata”, explica o psicanalista Coimbra de Matos.

Para alguns entendidos, a traição tem para os homens um peso diferente daquele que tem para as mulheres. Nas pesquisas efetuadas, Olga Inês Tessari observou que os homens traem por se sentirem atraídos sexualmente e porque as circunstâncias se mostraram favoráveis. Revelaram-se poucas, as situações relacionadas com o amor ou envolvimento afetivo. No caso das mulheres, os motivos mais citados foram a deceção, o desamor e a mágoa que nutriam pelo parceiro, esclarece. Continue Reading

Espiritualidade

Neale Donald Walsch – Combinação entre a cura física e a espiritual

 

Neale Donadl Walsch – autor do livro “conversando com Deus”

Neale Donald Walsch esteve recentemente em Portugal, numa conferência sobre o “Despertar a Espécie”, tema do seu novo livro. O escritor norte-americano da Nova Era é autor do livro “Quando Deus e a medicina se encontram”. Neale Donald Walsch é também “autor bestseller de 29 livros traduzidos em 37 línguas”. Ele pretende “acelerar a evolução espiritual da espécie humana”. Em entrevista à VISÃO publicada em 26/07/2017, o escritor norte-americano explica porque acredita que “será da combinação entre a cura física e a espiritual que nasce a cura maior de todas”. Para este espiritualista “quer a medicina quer a espiritualidade podem olhar para a cura como um processo de tratamento do corpo, da mente e da alma.”

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Espiritualidade

Qual a verdadeira natureza do sofrimento?

sapo fotos

Qual a verdadeira natureza do sofrimento? Por vezes sentimos que levamos uma vida sem sentido. Em tudo o que fazemos e pensamos ficamos com a sensação de que a vida está contaminada por um nível de infelicidade tal, que só nos apetece fugir. Neste estado de infelicidade interior, apenas cada um sabe o nível que atinge.

Desejamos a felicidade mas experimentamos, em cada dia, coisas que não gostamos. Sonhamos com o paraíso, mas experimentamos,  na maioria das vezes, uma realidade, penosa e dolorosa. “Não percebemos como alguém pode afirmar “podes viver a vida que sonhares”. Lunáticos, mentirosos! A vida é a mesma todos os dias. O tempo passa devagar, é angustiante. Consumimo-nos pela ansiedade. Apercebemo-nos de que quanto mais perseguimos os nossos sonhos e lutamos por eles, mas se mostram distantes e inalcançáveis. Desesperamo-nos e a vida torna-se num vazio imenso.

Dizemos para nós mesmos “se eu tivesse isto, aí sim, seria feliz!” Enquanto alimentamos o “se” que vai crescendo dentro de nós, entramos numa dinâmica de busca de outras realidades, evadindo-nos assim da dor e do sofrimento . Experimentamos outro grupo de amigos, outro parceiro, outra viagem, outra tecnologia…. “Pode ser que desta vez as coisas mudem!” Continue Reading

Gostei de ler

Yuval Harari – A transformação dos humanos em deuses

Numa entrevista publicada em 27 de maio de 2017, pelo Dário de Notícias o famoso historiador Yuval Harari aborda diversos temas da atualidade e afirma que: “Não sabemos o que ensinar aos jovens pela primeira vez na História”.

As razões encontram-se neste seu último livro “Homo Deus: uma breve história do amanhã”, onde Yuval Harari, dá-nos conta de que no séc. XXI, o controle da fome, das epidemias e da guerra deixam de ser os principais problemas da humanidade.  Numa antevisão pouco agradável, onde a Inteligência Artificial e a biogenética destituirão em breve as regras que gerem as sociedades atuais, Yuval Harari explica que a principal ambição humana será, no sentido literal, a transformação dos humanos em deuses. Os seres humanos esforçam-se por adquirir capacidades que foram inicialmente pensadas como capacidades divinas. Em particular, a capacidade de manipular e criar vida. E essa  necessidade de controlar tudo o que nos rodeia está a transformar o mundo e está a transformar-nos em algo novo. (Entrevista completa aqui )

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Ciência

Alan Wallace, um cientista: “O budismo e a física quântica dizem a mesma coisa”

Alan Wallace, um cientista: “O budismo e a física quântica dizem a mesma coisa”

“A ciência e a espiritualidade estão a dar as mãos,  não para se converterem ou conquistarem-se uma a outra, mas sim para aprender uma com a outra, e isto não tem precedentes.”

“O meu bem-estar está relacionado com o seu bem-estar; o meu sofrimento com o seu sofrimento. Pretender encontrar a minha felicidade e segurança como se eu fosse uma ilha, é estúpido. Esta sabedoria vem altruísmo, e é aí que o budismo e a ciência são separados, porque o altruísmo não é comum em ciência.”(…)  (artigo publicado por EL MOSTRADOR em 05 de janeiro de 2016).

Pode ler artigo completo aqui.

Gostei de ler

Aprende com os teus sonhos

Aprende com os teus sonhos. Que tal dormires e enquanto sonhares aprenderes o que precisas de saber?

Quantas vezes já ouviste dizer: “Vais fazer um exame? Estuda muito e dorme… o sono descansa e restaura a mente, ajuda-te a fixar a matéria.”

Recentemente, numa entrevista publicada por Lauren Krauze, em 23 de abril de 2017, no site da Tricycle Foundation, com o título How Far Are You Willing to Go to Wake Up?,  (traduzido para português), Quão longe estás disposto a ir para acordar?”, feita ao autor e professor espiritual, especialista em Yoga dos Sonhos, Andrew Holecek, este explica como o acesso aos nossos sonhos lúcidos pode ajudar-nos a compreender melhor – e até mesmo a melhorar – a nossa vida de vigília.

Neste artigo Holecek, o autor do livro Dream Yoga: Iluminando sua vida através do sonho lúcido e os Yogas tibetanos do sono, (2016), afirma que o “Yoga dos sonhos revelará tua paixão pela ignorância” (…) “Quando trabalhas com teus sonhos, estás realmente a trabalhar com a tua mente”, explica. Continue Reading

Espiritualidade

Como está a tua saúde emocional?

O que te vem à mente quando ouves falar sobre "saúde emocional"?

A maioria das pessoas quando reflete sobre este tema pensa, automaticamente, nos estados negativos da mente, como a depressão, ansiedade, ira, tristeza, ódio, ciúme, inveja, medo e trauma, e como a prática de atividades relaxantes, como viajar, ir até à praia, às compras, fazer sexo, de entre outras, são a chave que permite atenuar todos estes sintomas.

É comumente aceite que todas estas emoções afetam o coração, o sistema imunitário, a digestão, a produção de hormonas, etc.

Mas quantos sabem ou aprenderam a reconhecer estas emoções dentro de si e a lidar com elas? Na escola não aprendemos isto. Quantos sabem ou se aperceberam o que é que gera estes sintomas e que efeitos têm no seu corpo? Estes sintomas surgem num estado de mente consciente ou inconsciente?

Segundo a psicologia, o ser humano traz ao nascer algumas emoções básicas como o medo, a tristeza, a raiva e a alegria. Todas elas têm uma função importante nas nossas vidas, principalmente no que diz respeito à sobrevivência da espécie*.

O crescimento amplia o campo de atuação destas emoções.

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Saúde e bem-estar

A crise económica reflete-se na dieta mediterrânica

“Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade física revela o que consome a população” em Portugal. Este é título de um artigo publicado pelo semanário “Mundo Português” ( 14 a 20 Abril 2017), que revela que “os portugueses estão a alimentar-se pior” e que “a dieta mediterrânica está a ser abandonada”. A causa é a crise económica sentida a nível nacional.

O padrão da dieta mediterrânica assenta na ingestão diária de hidratos de carbono complexos (pão, cereais, arroz, batata e massa), hortaliças, legumes, frutos, azeite, lacticínios (melhor se forem magros) e vinho (com moderação) às refeições. Semanalmente, o peixe, as aves e os ovos. É recomendada a ingestão de carne vermelha apenas uma vez por mês. Continue Reading