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Estilo de vida

A diversidade e sua tolerância

Diversidade
Christine Ellger http:/www.tuttartpitturasculturapoesiamusica.com;

Todos temos a necessidade de conviver e de nos relacionar com os outros. A diversidade, seja ela relativa ao sexo, identidade de género, orientação sexual, etnia, religião, credo, território de origem, cultura, língua, nacionalidade, naturalidade, ascendência, situação económica, estado de saúde, deficiência, de entre outras, leva-nos a refletir na forma como nos relacionamos com o outro. Pois, a maneira como nos relacionamos com o outro, mostra-nos a forma como lemos o mundo.

Partindo deste princípio, até a nossa identidade religiosa se constrói a partir do conhecimento do outro. Só assim é possível o exercício do amor, da compaixão, da generosidade e da esperança.

Gandi certo dia disse: “As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que interessa usarmos itinerários diferentes, desde que cheguemos ao mesmo objetivo.”

Certamente que a esta questão, Nelson Mandela teria respondido com a sua celebre frase: “Nenhum indivíduo, nenhum conjunto de opiniões, nenhuma doutrina política, nenhuma doutrina religiosa pode reclamar o monopólio da verdade.”

O direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião, vem consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, desde 1948.**  A discriminação, seja ela de que tipo for, tem oposição legal no quadro legislativo português, enquanto Estado de direito, discriminação que segundo Mário Lages***, tem a sua origem no “etnocentrismo resultante do imperfeito conhecimento de outros povos, credos, raças e culturas”.

Pondo em prática o postulado, as nossas convicções, religiosas ou outras, não são as únicas verdadeiras. Mas, se consideramos as nossas convicções, religiosas ou não, mais importantes do que as dos outros, ou se as tivermos como únicas e verdadeiras, estaremos a abrir portas para o conflito e para as tensões. Continue Reading

Estilo de vida

Quem está preparado para lidar com a traição?

traição
Cristina Fornarelli http://www.tuttartpitturasculturapoesiamusica.com

Ninguém está preparado para lidar com a traição. Falar sobre a traição (infidelidade) sugere, normalmente, a ocorrência de uma mentira ou a falta de honestidade. Imagina-se de um lado a pessoa infiel, de outro a pessoa traída, e no meio de ambos o sofrimento, que mais não é do que o efeito da traição sobre o relacionamento, e isto sem falar da causa. Quem está preparado para lidar com esta realidade?

A terapeuta Olga Inês Tessari explica que a traição é mais comum em relacionamentos amorosos – “quando não há amor, há probabilidade de traição”, afirma.

“O amor é bastante exclusivo. Embora isso seja também uma coisa cultural. O homem é fundamentalmente monogâmico. E a mulher mais que o homem. Há um problema que também tenho estudado, a relação tem de ser criativa. Se vão sempre jantar ao mesmo restaurante, se vão sempre ao cinema, com os mesmos amigos, a relação torna-se monótona, chata. Tem de haver inovação, temos necessidade de coisas novas. A monotonia mata”, explica o psicanalista Coimbra de Matos.

Para alguns entendidos, a traição tem para os homens um peso diferente daquele que tem para as mulheres. Nas pesquisas efetuadas, Olga Inês Tessari observou que os homens traem por se sentirem atraídos sexualmente e porque as circunstâncias se mostraram favoráveis. Revelaram-se poucas, as situações relacionadas com o amor ou envolvimento afetivo. No caso das mulheres, os motivos mais citados foram a deceção, o desamor e a mágoa que nutriam pelo parceiro, esclarece. Continue Reading