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Neale Donald Walsch – Combinação entre a cura física e a espiritual

 

Neale Donadl Walsch – autor do livro “conversando com Deus”

Neale Donald Walsch esteve recentemente em Portugal, numa conferência sobre o “Despertar a Espécie”, tema do seu novo livro. O escritor norte-americano da Nova Era é autor do livro “Quando Deus e a medicina se encontram”. Neale Donald Walsch é também “autor bestseller de 29 livros traduzidos em 37 línguas”. Ele pretende “acelerar a evolução espiritual da espécie humana”. Em entrevista à VISÃO publicada em 26/07/2017, o escritor norte-americano explica porque acredita que “será da combinação entre a cura física e a espiritual que nasce a cura maior de todas”. Para este espiritualista “quer a medicina quer a espiritualidade podem olhar para a cura como um processo de tratamento do corpo, da mente e da alma.”

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Qual a verdadeira natureza do sofrimento?

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Qual a verdadeira natureza do sofrimento? Por vezes sentimos que levamos uma vida sem sentido. Em tudo o que fazemos e pensamos ficamos com a sensação de que a vida está contaminada por um nível de infelicidade tal, que só nos apetece fugir. Neste estado de infelicidade interior, apenas cada um sabe o nível que atinge.

Desejamos a felicidade mas experimentamos, em cada dia, coisas que não gostamos. Sonhamos com o paraíso, mas experimentamos,  na maioria das vezes, uma realidade, penosa e dolorosa. “Não percebemos como alguém pode afirmar “podes viver a vida que sonhares”. Lunáticos, mentirosos! A vida é a mesma todos os dias. O tempo passa devagar, é angustiante. Consumimo-nos pela ansiedade. Apercebemo-nos de que quanto mais perseguimos os nossos sonhos e lutamos por eles, mas se mostram distantes e inalcançáveis. Desesperamo-nos e a vida torna-se num vazio imenso.

Dizemos para nós mesmos “se eu tivesse isto, aí sim, seria feliz!” Enquanto alimentamos o “se” que vai crescendo dentro de nós, entramos numa dinâmica de busca de outras realidades, evadindo-nos assim da dor e do sofrimento . Experimentamos outro grupo de amigos, outro parceiro, outra viagem, outra tecnologia…. “Pode ser que desta vez as coisas mudem!” Continue Reading

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Como está a tua saúde emocional?

O que te vem à mente quando ouves falar sobre "saúde emocional"?

A maioria das pessoas quando reflete sobre este tema pensa, automaticamente, nos estados negativos da mente, como a depressão, ansiedade, ira, tristeza, ódio, ciúme, inveja, medo e trauma, e como a prática de atividades relaxantes, como viajar, ir até à praia, às compras, fazer sexo, de entre outras, são a chave que permite atenuar todos estes sintomas.

É comumente aceite que todas estas emoções afetam o coração, o sistema imunitário, a digestão, a produção de hormonas, etc.

Mas quantos sabem ou aprenderam a reconhecer estas emoções dentro de si e a lidar com elas? Na escola não aprendemos isto. Quantos sabem ou se aperceberam o que é que gera estes sintomas e que efeitos têm no seu corpo? Estes sintomas surgem num estado de mente consciente ou inconsciente?

Segundo a psicologia, o ser humano traz ao nascer algumas emoções básicas como o medo, a tristeza, a raiva e a alegria. Todas elas têm uma função importante nas nossas vidas, principalmente no que diz respeito à sobrevivência da espécie*.

O crescimento amplia o campo de atuação destas emoções.

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Felizes os que sofrem com unidade (Fernando Pessoa)

“(…) Felizes os que sofrem com unidade! Aqueles a quem a angústia altera mas não divide, que crêem, ainda que na descrença, e podem sentar-se ao sol sem pensamento reservado.”

“(…) Onde está Deus, mesmo que não exista?  (…)

 “(…) Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até mim. Sentome à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.

 Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também. (…)”


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Generosidade – o valor dos atos que praticamos

 

Estamos na época natalícia, razão pela qual vou falar-vos de uma tema delicado e complexo, pois pode nada significar para uns, mas para outros pode significar tudo, o seu modo de vida ou a razão de viver– a generosidade.

Qual o valor dos atos que praticamos – Somos generosos porque damos algum dinheiro a quem nos pede? Ou porque participamos na distribuição do “jantar natalício” oferecido pela nossa paróquia aos mais carenciados? Existe uma altura específica para praticarmos a generosidade (o natal, por exemplo)? Para sermos generosos temos de viver à semelhança do S. Francisco de Assis, ou da madre Teresa de Calcutá, que por terem dado todas as suas posses e aceitado com alegria a pobreza, e terem ainda praticado a generosidade de forma contínua, se tornaram santos? A generosidade mede-se apenas pelos bens materiais que possuímos e que despendemos? Continue Reading

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Nada está errado


"Não existe verdade, apenas perceção" - (Gustave Flaubert)


A prepósito das formas de ver o mundo e a vida, vi com o meu amigo Jorge o filme com o nome “EU MAIOR” . É um filme sobre o autoconhecimento, em género de documentário, no qual foram entrevistados trinta personalidades, incluindo líderes espirituais, intelectuais, artistas e desportistas, com uma visão positiva da vida.

Depois de o ver apercebi-me da importância de encontrarmos um guia espiritual. E vocês argumentarão: “Encontrar um guia espiritual é tão frustrante! Todos se contradizem, acabo por não saber em quem acreditar.” Continue Reading

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QUEM ÉS TU?

(…) “Viviam José e Maria num lugarejo chamado Nazaré, terra de pouco e de poucos, na região de Galileia, em uma casa igual a quase todas, como um cubo torto feito de tijolos e barro, pobre entre pobres. Invenções de arte arquitetónica, nenhumas, apenas a banalidade uniforme de um modelo incansavelmente repetido. Com o propósito de poupar alguma coisa nos materiais, tinham-na construído na encosta da colina, apoiada ao declive, escavado pelo lado de dentro, deste modo se criando uma parede completa, a fundeira, com a vantagem adicional de ficar facilitado o acesso à açoteia que formava o teto. (…)”- José Saramago in “O Evangelho segundo Jesus Cristo  (1991).

Tendo como base este ambiente social de parcos recursos económicos o Jesus Cristo criado pelo nobel escritor português José Saramago mostra desprendimento relativamente aos bens materiais terrenos e preocupa-se com a desigualdade social entre os homens.

O relato histórico é feito numa perspetiva modernizada, o que lhe valeu severas críticas por parte de entendidos, que consideraram ser uma versão contrária aos evangelhos, por fazer uma livre interpretação dos “textos sagrados”, desvirtuando de forma abusiva os Evangelhos canónicos.

Concebido pela prática de relações sexuais de seus pais, o Jesus Cristo de Saramago vivenciou em adulto uma relação amorosa e carnal com Maria Madalena, e experimentou uma série de preocupações familiares. Tinha um único desejo – viver a vida como um homem comum, longe de glórias das funções missionárias. É um ser Divino que experiencia a humanidade e apesar de possuir os poderes de Deus seu pai, sente dúvidas e incertezas humanas perante o seu destino. Continue Reading

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A PERFEIÇÃO IMPERFEITA

A humanidade tem uma inteligência própria. António Damásio um dos mais brilhantes cientistas e investigadores do mundo na área do cérebro, estuda a mente, as emoções e a consciência através da neurociência, e ensina que o homem está a evoluir para conciliar a emoção e a razão. 

 

Este ilustre professor neurocientista português , afirma que Descartes errou em só ter em conta a razão e não ter em conta as emoções.  Sustenta que  “(…) As emoções são em grande parte inatas, mas nos primeiros anos de vida são condicionadas e sintonizadas com a sociedade. Alguns mamíferos têm emoções mais elevadas, como a compaixão, especialmente na relação entre mães e filhos. As mães de cães e lobos tratam seus filhotes com um carinho que é emocional e é totalmente inato, ninguém as ensinou. Há elefantes que quando perdem um companheiro ficam não só tristes como deixam de brincar e são capazes até de fazer uma espécie de luto. Claro que nada disso foi ensinado, é tudo inato. O que acontece com os seres humanos é que esses programas inatos têm sido, através de milhares de anos, refinados e melhorados por aspetos socioculturais.” Continue Reading